Shoppings batem a meta e lojas de rua têm movimento menor

SÃO PAULO - Termômetro do varejo para o ano, as vendas do período de Dia das Mães mostrou fôlego nos centros de compras, mas entre as lojas de rua o cenário foi mais de gangorra entre queda e alta nas vendas. Segundo apurou o DCI ontem, os shopping centers de São Paulo devem fechar o feriado com crescimento nas vendas de 8% a 17%, em comparação ao mesmo período de 2008, impulsionados pelas vendas de bens duráveis, especialmente eletrodomésticos da linha branca que tiveram redução da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), além de itens de vestuário e cosméticos. "A venda de eletrônicos foi impulsionada pela procura maior pelos itens de linha branca. Alguns presentes que antes eram comprados apenas para os pais também entraram na lista este ano para as mães como o home theater", disse Gabriela Baumgart, gerente de Marketing do Shopping Center Norte. O tíquete médio no complexo foi de R$ 120, valor próximo ao registrado no período natalino.

Os quatro shoppings da rede Sonae Sierra na capital receberam cerca de 200 mil pessoas no feriado. Os empreendimentos investiram, juntos, R$ 400 mil na ação para vendas de Dia das Mães, com campanha publicitária e promoções. Assinada pela agência Z+, a campanha previa que a ação reflitisse em um aumento de 10% no fluxo de visitantes e 12% nas vendas. Já o Shopping Butantã registrou 15% mais de fluxo de público e as vendas tiveram alta de 12% se comparado ao Dia das Mães de 2008, atingindo assim as expectativas.

"O Central Plaza Shopping registrou, neste Dia das Mães, aumento de vendas de 17% na comparação com igual período do ano passado, superando as expectativas. O fluxo de público também aumentou 12% em comparação ao mesmo período de 2008", ressaltou o superintendente, Fábio de Sousa Médici.

Já para a superintendente do Shopping Interlagos, Carla Bordon Gomes, foram contabilizados mais de 250 mil pessoas em trânsito nas lojas do mall, entre sexta-feira e sábado. "Neste Dia das Mães registramos um incremento de vendas de 8%, e um público 5% maior, se comparado ao mesmo período de 2008", disse.

Comércio de rua

Enquanto o fluxo nos malls estava alto, as lojas de rua viram resultado menor, principalmente em lojas de itens de luxo, como na rua Oscar Freire. Na Schultz, especializada em bolsas e calçados finos, as vendas decepcionaram. "A crise abalou o mercado de luxo. Houve uma recuperação nas vendas entrejaneiro e março, mas já voltou a cair", disse a vendedora Priscila Nicoletti.

Próxima da Schutz, uma loja de roupas queixava-se da falta de vendas. "Nem parece Dia das Mães. Ontem [sábado], vendemos mais vestuário masculino.Ano passado vendi na véspera cerca de R$ 9 mil. Ontem não passei de R$ 1 mil", disse um vendedor, que não quis se identificar. Na contramão, a Capodarte, concorrente da Schutz, viu o movimento crescer na última sexta-feira. "Entraram poucos clientes, mas quase todos compraram", disse o gerente Marcel de Souza. O valor médio por compra foi de R$ 500.

 

Fonte: DCI